Tive contato hoje com álbum de Julian Casablancas Phrases for the Young, uma viagem dançante oitentista regada a batidas eletrônicas e sintetizadores. As letras e melodias lembram muito Strokes, mas sem as guitarras sujas e bateria quase que constantemente no contra-tempo.
O que mais me chamou a atenção no disco não foram as músicas, mas sim o trabalho gráfico, muito antenado com o que o disco passa: uma fusão do passado recente da música com a incógnita que ela ela será no futuro. Em minha opinião essa imagem de Casablancas exposta da capa é emblemática do paradoxo em que o cenário musical se encontra, o gramofone e o cãozinho - simbolo da toda-poderosa RCA -, os auto-falantes e o piano ao fundo todos com o layout característico do game Guitar Hero, que provoca polêmica a cada nova música adaptada para o console.
Há quem seja contra as canções transformadas em jogos, pois segundo eles a música poderá deixar de ser apreciada como vem sendo desde que passou a ser gravável. Já os que defendem o fazem porque pensam que não deve existir passividade do público perante o artista, e essa é uma das maneiras em que o ouvinte pode de fato assimilar a obra e assim se transformar de maneira mais profunda.
Não amadureci o suficiente sobre o tema para dar uma opinião, mas sim, quanto mais formas de interação com o fazer musical claro que é melhor pra todo mundo, no entanto, não é qualquer parafernália que é capaz de tornar qualquer ruído em música, música ao acaso é coisa para amadores. E sem falar de uma reportagem que eu vi na TV outro dia em que uma mãe dizia que seu filho está aprendendo guitarra com o GH, que vontade de chorar.








