quarta-feira, 6 de abril de 2011

Marcelo Camelo - Toque Dela

Depois de ir ao show do Little Joy em 2009 tive uma grande certeza, se o Strokes e o Los Hermanos não voltarem não farão muita falta, desde que cada um de suas respectivas bandas continue produzindo. Marcelo Camelo, um dos cabeças do Los Hermanos lançou essa semana o segundo álbum solo, Toque Dela.

Com algumas características que ainda lembram o SOU, é um disco de afirmação, acho que a sua vida nos Los Hermanos passou a ser algo não tanto necessário. Com arranjos sofisticados Toque Dela tem tudo para entrar na lista de melhores discos da música brasileira, feito que com o Los Hermanos já havia alcançado com o Ventura, ao ser considerado pelo revista Bravo! como o melhor disco brasileiro da história.
Eu havia postado um link aqui, mas o Google censurou, porque algum fdp denunciou, deve ser um fdp que ganha salário da Universal. Se você quer ouvir só vou dar uma dica, me manda um e-mail.

terça-feira, 22 de março de 2011

Angles - The Strokes

Hoje acordei pela manhã e olhei no celular: 22 de março. Pensei, tenho algo muito importante para hoje, como ainda estava sonolento achei melhor me ater a isso depois do banho. Fui para o banho e comecei a pensar em todas as tarefas que tinha para o dia, o que havia planejado para o período da manhã no trabalho, se havia marcado de almoçar com alguém, algo de especial com a reunião importante que teria pela tarde e nada, não conseguia lembrar o que de tão importante haveria de acontecer neste 22 de março.

Pois bem, fui para o trabalho e fucei na agenda do celular para ver se não tinha colocado um compromisso na data errada, olhei minha agenda de papel, consultei todas as pastas do meu e-mail e mesmo assim nao consegui me lembrar o tal acontecimento.

Já em casa preparando um ovo frito para comer com pão (o primeiro em mais ou menos um ano) abro o jornal e me deparo com uma notícia sobre "a pior música do mundo", fiquei curioso pelo fato de a menina com um música estúpida já ter ficado milionária com apenas alguns dias de venda da música no iTunes, fiquei encucado com a coisa, principalmente com esse mercado louco que é música, a menina nem precisou lançar um disco nem nada para conseguir 35 milhões de acessos no Youtube e se encher de dinheiro, foi quando lembrei(!) hoje, 22 de março é o dia do lançamento oficial do novo disco do Strokes, Angles.


Nunca vi uma campanha sobre um lançamento de um álbum como foi feito com o Angles, o quarto da banda nova iorquina The Strokes, desde o ano passado as revistas especializadas - Rolling Stone principalmente -, os sítios na rede, no twitter os principais jornais e editoriais deram enfoque especial ao Angles. Cheguei a achar que se fosse tão bom quanto os outros não precisaria de tanta divulgação, pois bem, não é mesmo.

Certeza que serão acusados de "mais do mesmo" pois Angles não necessariamente foge ou acrescenta muito aos trabalhos anteriores da banda. Rola uma cobrança em demasia para que já que eles são uma banda que revolucionou o rock nos 2000 e devem continuar a fazê-lo em cada novo trabalho lançado, é fato que ninguém ousou tratar as distorções (ou a falta delas), cantar poesias quase que falando ou mesmo reduzir drasticamente o uso de tons e pratos da bateria nas músicas, essa é a cara do Rock'n Roll moderno e quem deu essa cara foi o Strokes.
O Angles continua com a mesma fórmula dos demais, agora com uma inflência mais perceptível do rock oitentista, a música Two Kinds of Happiness deixa bem claro além do uso maior de sintetizadores e eletrônicos, além do que depois que ouvimos o Phrases for the Young sabemos muito bem que a influência do Julian Casablancas (vocalista) não foi pouca.

Enfim, penso que seria muito melhor se mantivessem o hiato do Strokes e tocassem adiante seus projetos paralelos, porque afinal o Julian mandou bem em seu disco solo e o Fab com Little Joy conseguiu fazer com que muitos não sentissem a falta do Amarante com o Los Hermanos. Angles fez com que o Strokes perdesse a sua identidade.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O que você quer?

Pra quem você escreve?/Devo ser muito pretensioso, não consigo imaginar aquilo tudo pra outro/É diferente, fala diferente, anda diferente, me ignora diferente/Por que me provoca quando estou em Chinatown?/Sei porque virou amiga da minha vizinha/Sei porque sempre vai comprar pão na mesma hora/Sei que vai ler isso/Sabe que é você/Ou vem comigo, ou por favor, pare.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Cultura e o Desenvovimento Local


A cultura tem papel fundamental no desenvolvimento de comunidades, no entanto, para que ela alcance qualquer tipo de êxito neste processo é necessário que haja certa organização dos agentes locais, sejam eles os próprios agentes da sociedade, o Estado ou as organizações da sociedade civil (ONG’s) cuja atuação seja na área cultural, agindo separadamente ou de forma conjunta.

Independente do agente que irá promover a cultura na comunidade é necessário ter como premissa básica que, para que a ação cultural seja bem sucedida ela deve contemplar através de meios democráticos a produção dos mais variados setores da própria comunidade, privilegiar não apenas o resultado, sim o processo criativo que se refere às práticas sociais, sentimentos, atos e    manifestações cotidianas dos homens. Mesmo sendo a cultura um conceito amplo, é imperativo que se busque um julgamento mais abrangente possível de inclusão, para a execução das ações cheguem o mais próximo possível dos objetivos delineados e das necessidades locais.


Os objetivos dessa promoção da cultura é que as pessoas tenham acesso à cultura universal através do estímulo à criação artística, maior fruição da produção gerada por essa criação, democratização das condições de produção, maior oferta de formação, preservação do patrimônio já existente e da memória do processo de criação, para assim tornar possível livre-circulação de valores culturais.
São três as formas para que os ideais de cultura citados acima se tornem possíveis nas comunidades: a primeira é que a própria sociedade pode tomar a iniciativa e organizar-se para tornar a produção cultural possível; a segunda é que o Estado seja o provedor da cultura, e; por último as organizações da sociedade civil, que são entidades privadas com fins públicos e podem ser peças fundamentais nesse processo. A primeira maneira pode não ser muito eficaz em um país como o Brasil, pois exige certo grau de organização dos indivíduos, além de independência econômica para que os projetos possam ser colocados em prática. O segundo dá ao Estado ferramentas que o torna referência das práticas culturais a ser colocada para a sociedade, o que pode ser perigoso, uma vez que ele pode utilizar tais práticas de acordo com suas necessidades políticas e manipular os indivíduos a partir delas. A última talvez seja a que mais se adéque à realidade brasileira, pois a organização social é a instituição que pode representar a sociedade, pois emana dela e pode também obter no Estado a sua fonte de recursos para que as atividades sejam sustentáveis.

Desta forma a cooperação entre os mais diversos setores da sociedade podem ser atores no processo de desenvolvimento local da cultura, o que é importante mais que criar novos pólos culturais é identificar as ações já existentes e partir de então potencializar para que as iniciativas prosperem, pois assim é possível através da cultura a geração de emprego e renda, além do fortalecimento das identidades culturais locais.

domingo, 2 de janeiro de 2011

The Go! Team - Rolling Blackouts

 Em 2006 caí num show deles de paraquedas, junto com o Metric um dos pontos altos do Motomix Festival. De cara achei estranha formação da banda, incrementada de sintetizadores, um teclado, guitarra, baixo e duas (!) baterias, totalmente incomum para uma banda que se autorotula como hip hop. É muito mais que isso, é puro ecletismo.

O Rolling Blackouts segue a mesma fórmula dos anteriores, muito sampler de sucessos obscuros e o ataque da Ninja - vocalista - que dá toda a personalidade da banda. Na comunidade da banda no Orkut existe uma definição precisa: "a banda mais feliz do mundo"  Um fato curioso que eu notei durante o show é que talvez todo esse ecletismo se dê por causa da mistura multiétnica que é a banda. Muito bom, clique aqui para baixar o álbum.