Ganhei o disco mais recente do Arnald0 Antunes iê iê iê. Não sei se vale fazer uma resenha ou comentários sobre AA, já que é mais que consagrado na música brasileira, e, em minha opinião o maior letrista em atividade no Brasil. Suas músicas falam sempre de situações em que é muito comum nos encontrarmos, fiquei pensando "como ele faz pra escrever como uma criança, um ogro, um velho etc?" Cheguei a conclusão de que não pode ser de outra maneira a não ser por um bom exercício de empatia, pois se você consegue escrever bem sob um ponto de vista sem exatamente estar nele a não ser que tenha a capacidade de se colocar na situação de quem está.
Já escrevi sobre a turma do Iê iê iê dos anos 1960 aqui, e não sei se foi proposital, mas AA trouxe de volta um gênero que fez parte do cenário musical em plena efervecência da ditadura - mas que nada colaborou contra o regime -, e o fez com muita competência. Acho que é um ritmo bacana pra se ouvir, e o que estragava no Iê iê iê sessentista era a total falta de atitude frente aos desafios que a sociedade vivia.
O que faz com que o disco tenha uma ótima finalização é a tropa que dá vida às letras. Em uma mesma formação AA conseguiu reunir o baterista Curumim, Scandurra na guitarra além de ser produzido por Fernando Catatau do Cidadão Instigado, que além de ser um dos maiores guitarristas do Brasil mostrou também que tem talento para o backstage também.




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