Uma das inúmeras coisas que eu aprendi durante a minha experiência profissional no SESC foi como ser selecionar bons filmes para crianças, só que existe um pensamento corrente de que animação é filme só para criança, uma grande bobagem! Se você notar e fizer uma pesquisa básica no Google vai notar que o pseudônimo que eu utilizo é uma homenagem ao personagem de Hayao Miyazaki
Miyazaki que é o grande mestre da animação em atividade, criador de A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado, consegue passar a poesia de uma grande narrativa com relativamente poucos recursos tecnológicos, onde o que mais valeu foi o desafio de dar vida para um ator que sai da prancheta, não há quem não veja, mesmo que por um segundo, as persongens Sofie e Chihiro como sendo reais. Com as mesmas técnicas - aliás colega de escola de cinema - só que com visão de enredo diferente o também cineasta japonês Mamoru Oshii consegue os mesmos feitos que Miyazaki quando o assunto é emocionar a plateia, no entando, recusando todo o lado de conto de fadas explorado pelo colega, um tanto mais realista Oshii me impressionou com o premiadíssimo Sky Crawlers - Eternamente na Mostra de São Paulo em 2008.
Aluguei o Up - Altas Aventuras da Pixar hoje, o filme é bom, a história é boa, mas me parecem um tanto artificial os filmes americanos. Mesmo sendo outra técnica passa aquela impressão de espetáculo, não de algo que foi feito para ser apresentado mas aquele espetáculo que acontece nos filmes de ação em que carros explodem ou dispara-se 537 mil tiros em um único filme. Existe um contorcionismo facial que na minha opinião não te deixa relaxar e ver um filme que não tem pretensão de fazer pensar que ele é uma cópia da realidade ou simplesmente ficção.
Agora tem o Avatar do "titânico" James Cameron, que pelo que eu já li a respeito se justifica somente pelos efeitos 3D, ninguém escreve sobre o enredo. Mas Star Wars também sofreu o mesmo preconceito, é ver para crer.



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